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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sem Pressa

 
Em alguns momentos, temos a impressão de que Deus está muito distante como se estivesse indiferente ás nossas necessidades, sem pressa alguma em nos  atender.Surge, a partir daí,  uma tensão, entre a nossa pressa e a aparente demora  de Deus. O resultado, não raro, é a sensação de abandono, de agonia e de impotência total.
        Há três reflexões que precisamos fazer nessas ocasiões. A primeira, Deus não tem pressa! O agir de Deus como Senhor do tempo, da vida e da história é na exata medida de sua precisão.Ele é perfeito em tudo que faz. A pressa é própria do homem. Nossas neuroses não combinam com a paciência de Deus, sendo sempre bom lembrar que a nossa pressa não altera a ordem natural das coisas. O fluxo da vida é como o leito de um rio, que corre sozinho, sem pressa que ninguém precise apressá-lo.
         Em segundo lugar, a aparente demora de Deus deve ser entendida por nós como um tempo pedagógico.Enquanto esperamos, Ele nos está ensinando algo.Muitas vezes, é na expectativa da espera que encontramos tempo para um mergulho em nossa  interioridade, mudamos nossas percepções, refletimos sobre nossos valores, sentimentos e prioridades. Esperar origina uma forma de aprender.Quando esperamos por Deus, estamos aprendendo com ELE.
         Uma terceira reflexão que deparamos no espaço do tempo entre a procura e a resposta, é que na vida nada melhor que um dia após o outro. O tempo sempre nos traz á luz aquilo que não conseguimos enxergar de imediato, porque  a pressa encobre nossa visão. Consequentemente, a paciência produz a experiência, e a experiência nos conduz á esperança. Quem quiser colher frutos no futuro, precisa aprender a plantar esperança e paciência. Logo, por que apressar o rio se ele corre sozinho e naturalmente?
        A cultura do imediato, das respostas prontas, da comida rápida e das demais neuroses que a sociedade moderna nos impõe, acaba roubando de nós a paciência, uma das virtudes mais indispensáveis para quem quer viver uma vida melhor, e colher os frutos de um amanhã salutar.
       A vida desenvolve uma contínua construção, sempre inacabada, que exige repensar valores, vivenciar novos sentimentos, aprender novas lições, conquistar novos espaços e vislumbrar novos horizontes. A vida é pedagogia  pura. Ela é um aprendizado forjado nas lições do cotidiano.
      Deixemos pois, que cada dia dê conta de si mesmo, e que despeje suas águas turvas, cheias de mazelas e tensões, sempre ao pôr do sol.Tenhamos sempre em mente que Deus está no controle de tudo inclusive do tempo. Porque, então apressar o rio? Siga o conselho de Jesus, o Mestre da vida:

"NÃO ANDEIS ANSIOSOS PELO AMANHÃ; BASTA CADA DIA O SEU PRÓPRIO MAL".
 Deus não tem pressa! Nós é que não sabemos viver.

quarta-feira, 23 de março de 2011

CHEGOU A HORA

Quando chegou a hora, Jesus e os seus apóstolos reclinaram-se à mesa.
E lhes disse: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes
de sofrer.” Lucas 22:14-15

Jesus usou a palavra “desejo” (epithumia) como substantivo e também
como verbo. É como se ele estivesse dizendo “Com desejo tenho
desejado comer esta Páscoa com vocês…”.

Deus tem desejos? O criador do universo e tudo que existe anseia
alguma coisa? Sim.

Deus havia desejado comer uma certa refeição com doze homens. Homens
de pés e mãos sujos. Homens de corações contaminados com egoísmo e
inveja. Homens que, apesar de protestos de inocência e bravura, em
poucas horas iam trair, negar e fugir. Todos.

Por que Jesus desejou tanto comer esta refeição com estes homens?
Porque era a Páscoa. A refeição que lembrava a libertação dos
escravos.

E como estes homens precisavam ser libertos! Como nós precisamos...

“Pois eu lhes digo: Não comerei dela novamente até que se cumpra no
Reino de Deus”. Lucas 22:16

A Páscoa, comemorada naquela ocasião por Jesus e seus discípulos,
lembrava um evento do passado. Deus libertou seu povo da escravidão
no Egito.

A ceia do Senhor, que está sendo instituída nesta cena do Evangelho,
antecipa um evento futuro – quando todos os filhos do Reino estarão
presentes, para sempre, no Reino de Deus. Este é o cumprimento pelo
qual Jesus vai esperar.

Naquele Dia haverá outro banquete no qual irão participar todos os
salvos em Cristo Jesus (Lc 13:29; Apoc 19:7-9). Jesus vai estar lá
também lembrando sua última Páscoa.

Até então ele não celebrará mais este momento. Por quê? Porque ele
está esperando o dia em que vai poder celebrar com todos, juntos no
Céu.

Há uma pessoa pela qual ele morreu para que pudesse estar lá – você.
Não deixe seu lugar naquela mesa vazia. Jesus está lhe esperando. Tem
alguma coisa que você precisa fazer para que a espera dele não esteja
em vão?

Dennis Downing 
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